Vila Nova de Gaia . 2016
Habitação Colectiva . 2115m2

O edifício de habitação colectiva proposto para a marginal em Canidelo, Vila Nova de Gaia, foi encarado como um exercício de ocupação tipológica, uma vez que a implantação já estava definida no alvará de loteamento. Os limites do edifício foram usados como fio condutor do projecto: a Poente, a marginal; a Norte, uma rua de carácter urbano; a Sul, a linha de água; e a Nascente, um outro edifício de habitação colectiva.
O edifício, com 3 pisos acima da cota de soleira, 1 piso de estacionamento parcialmente enterrado e uma cobertura acessível com uma piscina descoberta, comum a todas as fracções, foi pensado para tipologias grandes (T3) que tirassem partido da frente de mar e conseguissem alguma privacidade em relação ao edifício vizinho, a Nascente. Nesse sentido, optou-se por fazer uma clara distinção entre a zona social e privada da casa que se traduz também nos alçados, mais permeáveis nas áreas sociais para Poente e Sul, e mais encerrados nas áreas privadas da casa, a Nascente e Norte.
O alçado Norte, revestido com um sistema de fachada ventilada com painéis à base cimento e fibras, contrasta com o revestimento em chapa perfilada de cor cinza escura entre os vãos do alçado Nascente. Já o alçado Poente, voltado para o mar, alberga as zonas comuns de cada apartamento, onde os grandes vãos envidraçados fazem a transição entre o espaço interior e o espaço exterior, composto por longas varandas que dobram para o alçado Sul.
De forma a garantir uma maior privacidade às fracções localizadas no piso térreo, e atendendo à ligeira pendente do terreno para sul, optou-se por fazer os acessos comuns ao edifício a partir do piso da cave, onde se localizam os átrios de entrada. Esta opção levou a que o piso da cave fosse objecto de um tratamento especial, sendo delimitado no alçado Nascente - zona de entrada do edifício - com uma grelha metálica, conferindo-lhe uma maior abertura e visibilidade, sem prejuízo das questões de segurança.

Arquitectura: Joana Leandro Vasconcelos, Alba Gil Taboada e Mafalda Cabeleira
Imagens 3D: Atelier in.vitro

Vila Nova de Gaia . 2016
Collective Housing . 2115m2

The proposed building for Canidelo’s seashore, in Vila Nova de Gaia, was perceived as a typological occupation exercise, as the layout area was already defined in the construction permit. The boundaries of the building were used as the guiding line for the project: Seashore in the West; Urban street in the North; waterline in the South and finally in the East, another housing building.
With 3 floors above the threshold, a partly buried parking floor and an accessible outdoor pool in the roof, the building was designed for large typologies (T3), taking advantage of the sea front and creating a more private area in the East, due to the neighbouring building. In this sense, it was decided to make a clear distinction between social and private areas of each apartment, that would translate into more permeable façades in the social areas to the West and South, and more enclosed ones in the private areas to the East and North.
The North façade, coated with a ventilated system using concrete based panels, contrasts with the dark grey metallic coating between windows, in the East. On the opposite side, facing the sea, we find the social areas of each apartment, where large glazed windows make the transition between the interior space and the outer space, with long balconies facing South.
In order to guarantee greater privacy to the fractions located on the ground floor, and given the slight terrain slope to the South, the main accesses to the building would be made through the basement, where the entrance atriums are located. This option meant that the basement would have a special treatment, with a metallic grid making a boundary to the East - entrance area of the building - giving it great permeability and visibility, without harming safety issues.

Architecture: Joana Leandro Vasconcelos, Alba Gil Taboada and Mafalda Cabeleira
3D Images: Atelier in.vitro